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Quanto custa para salvar o mundo?

Atualizado: 14 de abr.


Participei no dia 15 de dezembro de uma excelente mesa redonda promovida pela VV - Volunteer Vacations, empresa focada em voluntariado, trabalho humanitário e educação social. Conduzida pelo experiente jornalista Andre Fran, participaram conhecedores de demandas sociais no Brasil e no mundo como Mariana Serra, CEO da VV, Juliana Lopes da Associação Missionária Amigos da África, Edy Rocha, Diretor do Instituto Negra Linda, Anna Barbosa Diretora Executiva da ETI - Empowerment Through Integration e Roberta Abdanur, advisor da ETI e especialista em políticas e leis humanitárias.


Discutimos a questão da fome no Brasil e no mundo e o quanto a ajuda / trabalho humanitário é fundamental, mas não suficiente. Partimos da importante provocação de Elon Musk à ONU e de um não menos importante artigo da The New Humanitarian sobre o custo da fome na África e as consequências da ajuda humanitária sem considerar as particularidades de cada região.


Em todas as conversas chega-se à duas questões fundamentais: a fome e a pobreza extrema aumentaram a partir da pandemia. Há demandas emergenciais a serem enfrentadas, para evitar uma crise humanitária de proporções ainda maiores. Esse dinheiro de curto prazo, porém, não é uma solução sustentável, pois a erradicação da fome e da pobreza extrema passa por particularidades que apenas as organizações que atuam localmente conhecem e, portanto, nenhuma ajuda será eficaz se não for realizada em conjunto com essas organizações.


Muitas, no Brasil e no mundo, são pequenas e carecem de estrutura de gestão. Em geral, não sabem como divulgar de forma ampla e profunda o bem que fazem. Não estão estruturadas para atrair investidores. Por essas razões, raramente conseguem financiamento de organizações governamentais e multilaterais. Até mesmo de grandes fundações e institutos privados. O GIFE, por exemplo, faz um excepcional trabalho de pesquisa e orientação, mas há ainda muito a avançar.


É importante que o investimento em causas sociais seja eficiente – em termos do benefício gerado por cada R$ ou US$ investido – e eficaz, no sentido de garantir o retorno qualitativo desejado de forma sustentável a longo prazo. Como qualquer investimento em qualquer empresa, é preciso evitar o desperdício e ter um acompanhamento sistemático de indicadores e metas adequados ao objetivo que se deseja atingir.


Doar, seja dinheiro ou tempo de vida à causas humanitárias, precisa ser feito de forma consciente, envolver pessoas e organizações sérias que estão na ponta do problema a ser resolvido e ter medidas claras de eficiência, eficácia e impacto. Envolve sim situações emergenciais, de curtíssimo prazo, como aprendemos durante a pandemia, mas precisa de boa gestão e foco na sustentabilidade a longo prazo.


Com gestão, tecnologia e conhecimento, empatia e generosidade, têm mais chance de trazer dignidade à vida.


Artigo do CEO, conselheiro certificado pelo IBGE e investidor anjo Francisco Maiolino


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